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Ana Luíza de Oliveira

Mestre em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp e professora-visitante da Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (Flacso).

Nesse mês completam dois anos de afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República e da ascensão de Michel Temer ao (su)posto de Presidente, à época ainda como interino, mas já provocando intensos reordenamentos no governo (com g minúsculo). Esses dois anos, em tese, deveriam ser de continuidade em relação ao programa eleito em 2014 e de continuidade em relação às regras e institucionalidades estabelecidas, em respeito à Constituição e à estabilidade democrática. Ao contrário, esse tem sido um governo de grandes mudanças em um período que deveria realizar uma transição mais suave para o governo que (esperamos) assuma em 2019. (...)

Sexta, 18 de Maio de 2018

Com a paralização dos caminhoneiros algumas semanas atrás, mostrou-se quão contraproducente para a vida dos brasileiros é a política de preços adotada pela Petrobras. A gestão da empresa estatal como uma empresa privada, que repassa diariamente as variações do petróleo para o preço dos derivados dentro do país, levou a uma paralização que reduziu a atividade econômica no mês de maio e agravou a situação do mercado de trabalho, dada uma economia já fragilizada pelo alto desemprego e crescente informalidade e precarização no mercado de trabalho. (...)

Terça, 03 de Julho de 2018

Desde 2015, vivemos a imposição de um projeto excludente e privatizante no Brasil. Imposição por não ter sido referendado nas urnas; excludente por visar acabar com o papel do Estado e das políticas públicas para a redução das desigualdades (de renda, regionais, de gênero e de raça); privatizante por abrir espaço para o setor privado, seja pelo redimensionamento dos gastos públicos, estatais e bancos públicos, seja pela ampliação do espaço de conselheiros ligados ao setor privado dentro do governo. É um projeto que não visa o desenvolvimento, a redução das desigualdades, a ampliação da produtividade, o respeito ao meio ambiente. (...)

Quarta, 25 de Abril de 2018

Colunista

Ninguém pode dizer que ainda duvida da desigualdade que existe na divisão do trabalho doméstico entre homens e mulheres no mundo, em especial o trabalho não pago. O tema tem sido discutido até na indústria do Petróleo, ramo ainda muito dominado por homens. (...)

Terça, 31 de Julho de 2018

A taxa de subutilização da força de trabalho foi de 24,6% no segundo trimestre de 2018. Em números absolutos, são 27,6 milhões de pessoas na subutilização, 1,3 milhão de pessoas a mais nessa estatística desde o segundo trimestre de 2017. 27,6 milhões de provas de que a reforma trabalhista falhou.

Quinta, 23 de Agosto de 2018

Três anos e meio após a adoção da austeridade fiscal no Brasil, os efeitos dela se fazem sentir nos indicadores sociais brasileiros. Por exemplo, em 12,9 milhões de pessoas que se encontram desocupadas no Brasil; no recorde histórico do número dos que desistiram de procurar emprego (desalentados) (cresceu de quatro milhões de pessoas de maio a julho de 2017 para 4,8 milhões de maio a julho de 2018); no aumento das ocupações sem carteira assinada e dos trabalhadores por conta própria; na ampliação da pobreza e da miséria segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Banco Mundial; na estagnação do Brasil no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), depois de queda do indicador de renda de 2015 para 2016. Os dados comprovam que o Brasil está andando pra trás em todos os indicadores desde 2015, como consequência da mudança de política econômica e adoção da austeridade fiscal.

Sexta, 28 de Setembro de 2018