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Leão na Folha: Com refinarias ociosas, Petrobras mantém dependência de preço internacional

Atualizado: Mar 3



Matéria publicada nesta terça-feira (11) na Folha de São Paulo informa que em 2019, ano de recorde de produção, a Petrobras manteve ociosas suas refinarias e aumentou a exportação de óleo cru em detrimento da produção de combustíveis no país.


Em relatório divulgado nesta segunda (10), a empresa diz que produziu, em média, 2,77 milhões de barris de petróleo e gás em 2019, seu recorde anual. No refino, porém, os níveis de produção permanecem em patamares bem inferiores aos recordes obtidos em meados dos anos 2010. Em 2019, a produção de combustíveis pela empresa somou 1,765 milhão de barris por dia, 18,6% abaixo dos recordes de 2,170 milhões de barris por dia, obtidos em 2014 e 2016.


Ouvido pela reportagem, o economista Rodrigo Leão, do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra) diz que, além do impacto na balança, a maior dependência de importações torna o Brasil mais vulnerável a oscilações dos preços internacionais do petróleo e combustíveis.


Leão diz que o mix de produtos da empresa não variou muito após o início da política e que a estratégia pode ter como objetivo enxugar as operações das refinarias à venda, que vêm operando com capacidade inferior às unidades que a empresa manterá.


A Petrobras colocou à venda oito de suas refinarias e focarão na região Sudeste. O primeiro pacote, com quatro delas, inclui a Abreu e Lima e unidades no Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia. A expectativa da empresa é receber as propostas em março.


A possibilidade de privatização das refinarias dá força à greve que os petroleiros realizam desde o dia 1º de fevereiro. O movimento foi iniciado em protesto contra a demissão de cerca de mil pessoas com o fechamento da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados, no Paraná.


Com o risco de novas demissões e perda de benefícios com a transferência das refinarias, os trabalhadores têm se mobilizado no que acreditam ser a maior greve da categoria desde 1995, quando ficaram parados por 32 dias.


Segundo os sindicatos, a greve mobiliza 18 mil empregados em plataformas, refinarias e outras unidades em 13 estados. Nesta sexta (7) a Petrobras anunciou que buscará trabalhadores temporários para compensar a falta de contingente em suas unidades durante a greve.

Link para a matéria original na Folha de São Paulo: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/02/em-ano-de-recordes-de-producao-de-petroleo-petrobras-mantem-refinarias-ociosas.shtml

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