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Na Rádio O Povo CBN, Ineep comenta crise do petróleo para público cearense


Refinaria de Lubrificantes e Derivados do Petróleo do Nordeste (Lubnor) (Foto: Juarez Cavalcanti/Divulgação)

William Nozaki, pesquisador do Ineep, conversou com o jornalista Luiz Viana, líder de audiência nas manhãs radiofônicas do Ceará, sobre a crise nos preços do petróleo. Falando na Rádio O Povo CBN, sediada em Fortaleza, William respondeu sobre as razões da crise nos preços do petróleo, sobre disputas geopolíticas internacionais e sobre alternativas e o futuro da Petrobras.


Uma das perguntas mais intrigantes para o público cearense é o que acontecerá com a refinaria Lubnor – Refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste, fundada em 1966 – , que a estatal pretende vender, assim como todas as refinarias fora do Sudeste.


William explicou que a disputa comercial entre Rússia e Arábia Saudita, que acabou disparando a queda do preço do barril, apareceu já num cenário de queda na demanda desde que a China começou a enfrentar o coronavírus. "A queda que vemos hoje só é comparável no passado recente com a queda que vimos nos anos 1990, com a Guerra do Golfo".


É o próprio âncora Luiz Viana quem traz o tema da mudança de uma estratégia que consolidou a Petrobras como uma das maiores do mundo no setor: "Seria uma proteção e um seguro para a Petrobras. Inclusive essa era a estratégia – e me corrija se eu estiver errado – que a fez crescer e ficar grande, não é, professor?".


A Petrobras se viu especialmente fragilizada nessa crise, exatamente porque dedicou toda sua estratégia para a extração e venda de petróleo cru. "Essa estratégia dá muito resultado quando o preço do petróleo está alto, mas coloca a empresa em uma situação muito complicada em momentos como o atual, quando o preço cai". Ao abandonar refinarias como a Lubnor, a Petrobras fica sem alternativas. As refinarias e a petroquímica permitem que a empresa possa usar parte do óleo barato para produzir derivados e vendê-los no mercado interno, com maior valor agregado.


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