Produzimos estudos estratégicos sobre a indústria de petróleo, gás e biocombustíveis, tendo como princípios a soberania nacional, a preocupação com a autossuficiência e segurança energética, bem como o zelo com a coisa pública. 

Contato

Avenida Rio Branco, 133, 21º andar, Centro

Rio de Janeiro, RJ.

+55 (21) 99374.2894

Menu

  • Facebook ícone social
  • Twitter Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Instagram ícone social

Copyright Ineep 2018 - 2019. Todos os direitos reservados.

Buscar

Privatizações: Manchete de O Globo sobre refinarias confirma dado que Ineep adiantou em setembro

Atualizado: Jan 22


Em setembro, Costa Pinto alertou que forma de privatização em curso levaria a oligopolização, aumento de preços e desinvestimento


"Essa privatização açodada das refinarias, feita às pressas, levará a aumento de preços e a um monopólio privado". A frase de Eduardo Costa Pinto, pesquisador do Ineep, em setembro do ano passado, adiantou em meses o resultado de uma pesquisa da Leggio Consultoria que mereceu manchete nas páginas do jornal O Globo.


Segundo o jornal, uma pesquisa da Leggio Consultoria, especializada nos setores de óleo e gás e infraestrutura, ao qual O GLOBO teve acesso, revela que falta infraestrutura no país, principalmente portuária, para uma efetiva concorrência entre as refinarias. Isso porque há muitas limitações de transporte para que uma refinaria possa vender derivados na área das outras. O mesmo vale para os importadores.


Eduardo Costa Pinto fez o alerta durante audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados:


"A gente do Ineep faz o alerta para vocês, senhores deputados. Com esta forma de privatização que está em curso, nós vamos caminhar para uma oligopolização. E sob o argumento de diminuir preços e aumentar investimento, vamos caminhar provavelmente em sentido contrário."


E sua argumentação era baseada exatamente na infraestrutura, exibindo um mapa comparando as malhas dutoviárias de Brasil e Estados Unidos:


Costa Pinto apresentou as diferenças nas malhas dutoviárias de Brasil, EUA e Europa

Em sua exposição, o especialista mostrou que a infraestrutura do petróleo no Brasil é altamente regionalizada, diferentemente do que acontece, por exemplo, nos Estados Unidos. Sem dutos e terminais que liguem as diversas regiões do país, a privatização caminha para a formação de monopólios regionais. Como hoje a Petrobras já trabalha com preços internacionais do petróleo, não há espaço para redução significativa nos preços dos derivados, como a gasolina.



Leia também: Eduardo Costa Pinto: Privatização às pressas levará a monopólio privado

O Globo: Infraestrutura limita plano de concorrência entre as refinarias

Henrique Jaeger: Sem refino, Brasil seguirá refém do preço internacional


Temas de estudo